Secretaria Municipal da Saúde
Perguntas e respostas sobre a vacinação contra o sarampo
Sarampo tem vacina!
Perguntas e Respostas
O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus que ataca principalmente o sistema respiratório. Uma única pessoa doente pode transmitir o vírus para até 18 outras pessoas que não estejam vacinadas. O sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem. O vírus do sarampo fica no ar. Se uma pessoa contaminada tossir, espirrar ou mesmo falar em um ambiente fechado, o vírus pode permanecer suspenso no ar. Ou seja: você pode se infectar sem ter contato direto com a pessoa doente, só de estar no mesmo ambiente.
A transmissão começa antes mesmo dos sintomas aparecerem. Uma pessoa pode transmitir o sarampo 6 dias antes de surgirem as manchas vermelhas pelo corpo, e continua transmitindo até 4 dias depois do início das manchas. Isso significa que alguém com sarampo pode espalhar o vírus por até dez dias sem saber que está doente. É por isso que o sarampo se espalha tão rápido em escolas, creches, transportes públicos e dentro de casa. Depois do contato com o vírus, os sintomas não aparecem na hora. Existe um período de incubação que varia de 7 a 18 dias, em média 10 dias.
Os sintomas se parecem com um resfriado forte, duram de 3 a 5 dias: febre, mal-estar, coriza (nariz escorrendo), conjuntivite, tosse e falta de apetite. Muitas pessoas acham que é apenas uma gripe.
Depois desse período inicial, aparecem as manchas vermelhas na pele. Elas começam atrás das orelhas. Depois se espalham para o rosto, pescoço, braços, peito, barriga e, por fim, pernas. A febre continua junto com o aparecimento das manchas. A febre e as manchas vão o desaparecendo no 3º dia. Se a febre persistir depois do terceiro dia das manchas, isso pode ser sinal de complicação. É muito importante atendimento médico imediatamente.
O diagnóstico do sarampo é clínico, ou seja, o médico consegue identificar pelos sintomas, mas deve ser confirmado por exames.
As complicações mais comuns são: otite média aguda, inflamação no ouvido que pode levar à perda da audição; pneumonia bacteriana; laringite, inflamação na garganta que dificulta a respiração e complicações cardíacas como miocardite e pericardite, que são inflamações no coração.
Existe também uma complicação rara, mas gravíssima, chamada panencefalite esclerosante subaguda. Ela pode aparecer anos depois da pessoa ter sarampo, ataca o sistema nervoso central e é quase sempre fatal.
Crianças menores de cinco anos, principalmente os bebês com menos de um ano.
Adultos jovens também, gestantes e pessoas com imunidade baixa, como portadores de doenças crônicas ou em tratamento para câncer. Nesses grupos, a chance de complicação é muito maior.
Por isso, quando você ouvir alguém dizer que "sarampo é só uma doença de criança", saiba que isso é um mito perigoso. Sarampo pode matar, principalmente quem está mais vulnerável.
O tratamento é baseado em medicações que amenizam os sintomas, e nos casos de complicações, como a pneumonia, são necessários tratamentos especiais para combater a infecção. Por isso é importante procurar atendimento médico
A vacinação é a melhor forma de prevenção.
Podem ser utilizadas as vacinas:
Tríplice viral – SCR, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, ou
Tetraviral – SCR+V, que protege contra o sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
A vacina contra o sarampo tem eficácia de 97%, ou seja, 97 em cada 100 pessoas vacinadas ficam protegidas.
Todas as pessoas de 06 meses a 59 anos de idade.
Pessoas de 6 meses a 11 meses – 1 dose
Pessoas de 12 meses a 29 anos – 2 doses
Pessoas de 30 a 59 anos – 1 dose
Trabalhadores da saúde, independentemente da idade – 2 doses
Observação: pessoas que já tiveram sarampo também devem se vacinar, porque a vacina tríplice viral protege contra três doenças: sarampo, caxumba e rubéola.
A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes. Neste caso, a vacina deve ser aplicada após o parto. Mulheres que estão amamentando também podem ser vacinadas.
As mulheres vacinadas devem evitar a gravidez por pelo menos um mês após a última dose.
Pessoas com doenças que afetam a imunidade — como alguns tipos de câncer, tratamento quimioterápico, uso de imunossupressores — não devem tomar a vacina sem antes consultar o médico.
Pode dar sim, e é normal. Entre o 4º e o 12º dia após a vacinação, a pessoa pode ter febre, coriza, tosse leve ou até mesmo manchas vermelhas. Mas atenção, se isso acontecer a pessoa deve procurar atendimento médico.
Não existe restrição de nenhum alimento ou bebida.
Não tem problema, o posto de saúde pode consultar o sistema e verificar se há registro no histórico vacinal. Se não tiver comprovação, a vacina é aplicada.
Se você teve contato com uma pessoa com suspeita ou confirmação de sarampo, procure a unidade de saúde e informe a equipe. Em alguns casos, a vacina aplicada em até 72 horas após o contato pode ainda proteger contra o desenvolvimento da doença.
Quem vai viajar para áreas com circulação do vírus, dentro do Brasil ou para outros países, deve estar vacinado contra o sarampo antes da viagem, caso não esteja com a vacinação em dia.
No aparecimento de febre alta, tosse, coriza, irritação nos olhos ou manchas vermelhas não espere a doença evoluir. Procure imediatamente uma unidade de saúde. Enquanto isso, evite contato com outras pessoas, não vá trabalhar, não mande as crianças para a escola, não receba visitas.
Atenção!
O sarampo pode ser fatal. A vacina salva vidas, é gratuita, e está disponível em todas as UBS da cidade para pessoas de 6 meses a 59 anos.
Leve seu documento de identificação ou Cartão Nacional de Saúde e a caderneta de vacinação, se tiver. O posto de saúde está perto de você, com equipes prontas para atender.
Consulte a Unidade de Saúde mais próxima de você para realizar a Vacinação no Município de São Paulo pelo Busca Saúde:
Proteja você, proteja sua família e proteja toda a comunidade, porque saúde também se constrói em conjunto. Vacinar é um gesto de cuidado!
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