Hospital do Servidor Público Municipal

Terça-feira, 2 de Junho de 2026 | Horário: 17:39
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02 de junho: Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares

Condições afetam cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo

Não é só comer menos, não é só comer mais. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Bulimia, Anorexia, Transtorno da Compulsão Alimentar e e Transtorno Alimentar Restritivo-Evitativo (TARE) são doenças psiquiátricas graves e têm a maior taxa de mortalidade entre todas as doenças mentais. 

Essas condições não são culpa do indivíduo ou de seus familiares, mas sim resultam de uma interação complexa entre aspectos genéticos, biológicos e ambientais. Afetam cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, independentemente de gênero, idade, etnia, nacionalidade, estado civil, estado nutricional, nível de escolaridade ou socioeconômico.

O tema desse ano da campanha, "Acabe com o Estigma. Inicie o Cuidado. Juntos!", chama a atenção para a necessidade de superar esse obstáculo para iniciar o tratamento o mais precocemente possível.

A Anorexia nervosa é usualmente caracterizada por uma imagem corporal distorcida e por uma busca obsessiva pela magreza, a qual leva a uma perda de peso devido ao medo mórbido de engordar. Tem a maior taxa de mortalidade entre os transtornos alimentares, inclui sintomas psicológicos de lenta recuperação e impactos na vida do paciente e dos familiares.

Já a Bulimia é distinguida por episódios de compulsão alimentar acompanhados por comportamentos compensatórios (vômitos, uso de laxantes, exercício físico excessivo), em geral seguidos de sentimentos de culpa e vergonha. Frequentemente descrita por alta impulsividade e por sintomas psicológicos severos.

No caso da Compulsão Alimentar, ela é definida por comer uma quantidade definitivamente grande de comida em um curto período de tempo, com uma perda de controle subjetiva ao comer e normalmente seguidos de sentimentos de culpa e vergonha, sem o uso de comportamentos compensatórios em seguida. Pode envolver o “comer emocional“ e estar associada ao sobrepeso ou obesidade.

Já o Transtorno Alimentar Restritivo-Evitativo foi recentemente reconhecido como uma doença e engloba dificuldades alimentares severas, com prejuízo à saúde, sem conexão com imagem corporal. É representado tanto pela aparente falta de interesse pela comida, como pela evitação baseada em características sensoriais dos alimentos ou por preocupações sobre as consequências aversivas do comer. Como consequência, podem ocorrer: perda de peso significativa, déficit nutricional e/ou interferência no funcionamento psicossocial.

Alguns sinais de alerta e sintomas estão relacionados a mudanças comportamentais que os pacientes apresentam, como jejum, restrição de consumo calórico, dificuldade para se alimentar, negação do apetite, episódios de compulsão alimentar, vômitos autoinduzidos, abuso de laxantes, diuréticos ou remédios para emagrecer, exercício físico excessivo.

Pode haver também insatisfação e distorção da imagem corporal, desejo forte de perder peso ou medo intenso de ganhar peso, baixa autoestima, sofrimento psicológico, preocupação com comida, depressão e/ou ansiedade, mudanças de humor, redução da libido, não aceitação da doença, isolamento social, excessivo ganho ou perda de peso, menstruação ausente ou irregular e alterações do sono.

O tratamento é individual e envolve uma equipe multiprofissional, formada por psiquiatras, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e fonoaudiólogos especialistas. A recuperação de um transtorno alimentar pode levar meses, até mesmo anos. Cada caso exige uma abordagem diferente, mas há a necessidade da reeducação alimentar e a ressignificação da relação do paciente com o próprio corpo. 

Colaboração: Bianca Bitencourt e Samira Santana e Luana Naufal - Nutricionistas do Serviço de Assistência Nutricional do HSPM
Produção: Assessoria de Relações Institucionais

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